Polícia

Operação investiga esquema de sonegação de R$ 49 milhões no setor de água mineral

Ação do Gaesf cumpriu mandados de busca e apreensão em Maceió e apura uso de empresas de fachada para fraudar o recolhimento de tributos

Por Redação 15/06/2026 07h31
Operação investiga esquema de sonegação de R$ 49 milhões no setor de água mineral
Ação do Gaesf cumpriu mandados de busca e apreensão em Maceió e apura uso de empresas de fachada para fraudar o recolhimento de tributos - Foto: Assessoria

Uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) investiga um suposto esquema de fraude tributária que teria provocado prejuízo estimado em R$ 49 milhões aos cofres públicos de Alagoas. A ação foi deflagrada nesta segunda-feira (15) e teve como foco empresas ligadas ao segmento de água mineral.

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Maceió, autorizados pela 17ª Vara Criminal da Capital. As investigações apontam que o grupo utilizava empresas fictícias e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para emitir documentos fiscais fraudulentos e reduzir o pagamento de impostos.

De acordo com os órgãos envolvidos, o esquema teria sido estruturado para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas empresas e dificultar a fiscalização tributária. A suspeita é de que a prática tenha permitido a circulação de mercadorias com recolhimento irregular de tributos, causando prejuízos milionários ao Estado.

A operação contou com a participação de integrantes do Ministério Público de Alagoas, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), das forças de segurança e de equipes especializadas em inteligência fiscal. O material apreendido será analisado para aprofundar as investigações e identificar a extensão das irregularidades.

O Gaesf atua no combate a crimes contra a ordem tributária e à lavagem de bens, concentrando esforços na identificação de organizações que utilizam estruturas empresariais fraudulentas para sonegar impostos e movimentar recursos de origem ilícita. Em operações anteriores, o grupo já investigou esquemas envolvendo diversos setores econômicos e prejuízos milionários aos cofres públicos.

Até o momento, os investigados não tiveram os nomes divulgados oficialmente. As apurações seguem em andamento e poderão resultar em novas medidas judiciais.